quinta-feira, 12 de maio de 2016

Sala de aula invertida: novo conceito de aprendizagem

Imagine só um sistema onde os alunos aprendem em casa e fazem os exercícios na sala de aula. A inovação que foge do tradicional e quer redefinir os conceitos de educação já é realidade em muitos lugares e atende pelo nome de “flipped classroom”, ou sala de aula invertida, em português.
Esse novo conceito de aprendizado coloca o aluno como protagonista, dando mais autonomia e responsabilidade a ele. Além disso, o sistema apoia o uso de tecnologias e faz delas instrumento indispensável para o ensino. Dessa forma, os conteúdos básicos são estudados antes da aula e contam com o apoio de vídeos, textos e até mesmo games. Quando chegam na sala de aula, o professor aprofunda o conteúdo com exercícios, estudos de caso e informações complementares.
Há alguns anos, os professores e especialistas em educação defendem esse modelo de ensino no Brasil, mas batem de frente com as instituições de ensino que insistem em um modelo tradicional. Para eles, o sistema tende a funcionar melhor porque deixa a aula mais colaborativa e incentiva o debate.
sala de aula invertida foi testada e aprovada por universidades que figuram entre as melhores do mundo, como Harvard e MIT. Alguns países europeus, inclusive, mantém o sistema em escolas de educação fundamental e ensino médio a fim de manter os alunos motivados e melhorar o nível de ensino. Segundo dados obtidos após a implementação do sistema, os resultados são positivos e impactam diretamente nas taxas de aprendizagem e de aprovação.
Em Harvard, por exemplo, o aprendizado foi 79% mais eficiente do que os que cursaram o ensino tradicional. Já na Universidade de Michigan, um estudo revelou que os alunos aprenderam em menos tempo.
Dessa forma, é possível observar que esse tipo de sistema pode ser a chave para a educação do futuro, garantindo motivação, hábito de leitura e, claro, aumento na qualidade da aprendizagem. Além disso, ajuda a desenvolver competências como capacidade de autogestão, responsabilidade, autonomia, disposição para trabalhar em equipe.
Especialistas defendem que a metodologia pode mudar a cara da educação no Brasil que, além de sofrer com um sistema de ensino falho, observa o índice de abstenção aumentando diariamente em todo o território, principalmente nos núcleos de ensino públicos.
sala de aula invertida também posiciona o professor como orientador. Ou seja, ele desenvolve um papel diferente e mais amigável, de mediador que orienta e guia. Ele passa a apoiar os alunos e não fica mais como responsável único e detentor do conteúdo, o que facilita a relação aluno e professor, garantindo êxito também na relação com os pais dos alunos.
Isso permite que ele crie novas propostas e desenvolva projetos diferentes e mais ligados ao seu dia a dia e a realidade dos seus alunos. É possível, então, apostar em novas plataformas e temas cotidianos, como mobilidade urbana, educação financeira, entre outros, sem necessariamente deixar a matéria principal de lado.


Fonte: http://canaldoensino.com.br/blog/sala-de-aula-invertida-novo-conceito-de-aprendizagem, em 12 de maio de 2016.

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